Toronto, a grande!

Começamos o dia indo a Casa Loma. Não gostamos! Em resumo, é a casa, chamada de castelo, de um casal que foi rico e faliu. Não gostamos! Vários motivos. Primeiro, o castelo do Museu Imperial de Petrópolis, sendo ou não um castelo de verdade, já é bem mais interessante. Fora isso, quem conhece os castelos da Europa não vai achar a menor graça dessa mansão que quis ser um castelo. O casal nem conseguiu terminar toda a casa e faliu, tendo tudo aquilo sido leiloado. Depois, a casa ficou meio abandonada e foi deteriorada. Daí, veio a atual administração e restaurou, mas pouca coisa é original. Tem as fotos de como era e, em alguns cômodos, pouco se respeitou do original. Atualmente, a casa é utilizada para eventos, festas e etc. Com isso, a biblioteca perdeu sua mobília e a sala de jantar perdeu a mesa, que tinha lugar para 100 pessoas! Triste! A arquitetura interna também não é lá essas coisas… tem um órgão gigantesco, que não é original, é bem legal, mas não vale a visita. A prefeitura de Toronto abriu guerra contra a administração e, pelo que vimos, nós também.

Seguimos para o Bata Shoe Museum, que é um museu dedicado aos sapatos. Carrie Bradshaw, de Sexy and the City, adoraria. É bastante interessante, mas vá com tempo para ler tudo. Pena que estávamos tão cansados que nem tiramos fotos, mas tem umas histórias e uns modelos impressionantes…

Fomos para o Kensington Market, ao lado da atual Chinatown. É uma espécie de Rua da Alfândega com José Paulino. Várias roupas e bugingangas, mas também tem umas padarias legais. Uma loja foi bem interessante: vendem acessórios militares. Milhares de roupas camufladas e vários modelos de armas de ar.

Almoçamos no restaurante recomendado pelo Frommers. O Julio comeu camarão com camarão e eu pedi um prato de arroz com ovo mexido e camarão. Só que, claro, nada é tão simples assim. Ovo e camarões vieram semi-fritos… IUUU!!!

Andamos até o prédio da Prefeitura, com uma arquitetura bem diferente, e fomos até o Eaton Centre, que tem fama de super hiper mega shopping. O slogan deles é: tudo que é vendido no mundo pode ser encontrado aqui. Infelizmente, foi uma decepção para nós. É um shopping grande, mas as lojas são as mesmas de sempre e nem é tãão grande assim… e também não é verdade que ele interligue a cidade inteira! Ele tem acesso para uma estação de metrô e fica embaixo de um prédio, só, nada de “viver embaixo da terra”.

Depois, fomos apressados para assistir ao The Blue Man Group que o Julio tinha visto que era hoje. Chegamos ao teatro e estava tudo fechado. Adivinhem??? O Julio viu errado, o show é amanhã. Hoje, tínhamos reservado o restaurante da CN Tower. Diante da decepção, o dito cujo paralisou e resolveu voltar pro hotel… Fazer o que, né? Pelo menos pudemos colocar algumas fotos no Flickr e estou aqui escrevendo… Ah, sim, no caminho de volta, passamos em Yorkville, área chique de compras. Além de uma Ferrari passando na rua, vimos a loja das Rolls-Royce, vendendo uma escultura que parece uma geladeirinha antiga por míseros 12.800 dólares! Imaginem os preços dos carros!

Minha impressão geral da cidade. É uma cidade gigantesca, com tudo que isso implica. Tem de tudo por aqui, mas não dá vontade de ficar. Trânsito agressivo, buzinas, lixo pela rua, pixação, calçadas quebradas… tudo isso que tem no Brasil, mas não tem em Vancouver :) Quem gosta de Sampa, se apaixonaria por Toronto. Ah, sim, pode até ter essa aparência de caos, mas, ainda assim, é uma cidade organizada.

Fico por aqui, hasta manana!

2 Comentários

  1. adriane
    Publicado em Julho 26, 2006 às 10:06 am | Permalink

    Olá K e Julio,

    Novamente fiquei viajando pelos lugares enquanto lia a narrativa. Fiquei triste por Toronto, achei que seria algo mais futurista e ousado do que vc contou! Mas, enfim, Vancouver ainda é a grande escolha, não? Beijos, vou dar uma espiada nas fotos! xau :)

  2. Bia
    Publicado em Julho 26, 2006 às 2:01 pm | Permalink

    Por aqui, tudo tranquilo, vcs aí é que não param um minuto, hein????
    Adorei as fotos, mais uma vez: morrendo de saudade.
    Beijos
    Bia


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