Enfim, a internet!

Olá, amigos da rede Globo!

Rs…

A última vez que escrevi foi quando estávamos chegando, derretidos, em Kelowna. Já fizemos tanta coisa desde então! O cansaço aumenta e tem horas que nossa vontade é só ficar na cama, dormindo… mas daí a gente dá dois minutos pra vontade passar e levanta pra ver o mundo. Nos últimos dias começamos a acompanhar as notícias nacionais (canadenses) e internacionais. Não estamos gostando nada-nada dessa coisa toda lá no Líbano. Aliás, é o principal assunto por aqui nos noticiários. Os canadenses estão desapontados porque acham que o governo está demorando demais para trazer de volta seus cidadãos.

Política de lado, nosso silêncio tem outros motivos além do cansaço. Primeiro, ficamos mesmo sem internet e daí teríamos que ir num Cyber Café. Perderíamos tempo e, ainda, não vimos nenhum em Victoria. Além disso, a pessoa que vos escreve teve problemas oftalmológicos… nada que esteja fora de controle, mas olhar para a tela do computador estava sendo penoso. Agora, parece que melhorou, mas ainda não vou abusar. (Aliás, pai ou mãe, se vocês puderem marcar o Dr. João Valdetaro na segunda-feira, 07 de agosto, seria ótimo :) ).

Voltando a Kelowna. Fiquei um tanto aborrecida na acomodação porque agendei um quarto e nos deram um outro, sem nenhuma explicação e sem ajustar o preço. Os hosts eram simpáticos, mas esse tipo de coisa não se faz. Sobre a cidade, é, realmente, cidade de praia, só que de lago.

Na estrada, lembro que uns carros de polícia passaram por nós. Já fiquei logo com medo de agum acidente, de novo. E, realmente, era, mas do outro lado… ufa!  Passamos no aeroporto de Vancouver, deixamos nossas malas num “locker”, passamos no nosso B&B e seguimos, de carro mesmo, para o Stanley Park, pois ainda não tínhamos visto o waterfront. Chegando lá, estava tudo cheio de gente e isso já eram 20:00… todo mundo tostando ao sol. E eles têm uma piscina pública. Paga-se uma diária e pode-se passar o dia lá. Deu vontade de entrar!!! Não gostei muito da praia, pois é daqueles tipos com algas, mas é bem limpa. Bem, andamos pela orla, passamos pelo waterfront, até chegar do outro lado do parque. Daí, depois de andar 5km, o que qualquer um pensa? Vamos fazer o caminho de volta mais curto… e isso seria “cortar” por dentro do parque, certo? Certíssimo… desde que você não se perca na floresta! Vovó já dizia para fazer o caminho mais longo… O Stanley Park é uma verdadeira floresta, com trilhas e tal. E as placas que indicam as trilhas, descobrimos da pior maneira, não são lá confiáveis. Enfim, vários quilômetros depois, vimos novamente o mar e a luz do sol, já bem baixo. No caminho, no entanto, vimos um bicho parecido com um guaxinim e, acreditem, uma coruja!!!! Nunca tinha visto uma coruja selvagem e fui ver ali, no meio de uma floresta, ao lado do centro urbano de Vancouver! Tiramos fotos dela enquanto um senhor passou por nós. Mais a frente, ele perguntou a nós sobre as fotos e disse que aquela mesma coruja o tinha atacado no dia anterior, mas ele não se machucou porque ela era uma das pequenas (deve ser do tamanho do meu braço!). Ui… ainda bem que ela se comportou com a gente!
No dia seguinte, foi uma peregrinação. Acordamos e saímos com nossas malas de mão (que não é pouca coisa) para devolver o carro. Andamos todos carregados até o o ponto onde passava o ônibus pro aeroporto. No aeroporto, pegamos um ônibus para as barcas e elas nos levaram até Victoria. Entramos no outro ônibus e, várias horas depois do início de nossa empreitada, tivemos a sorte de verificar que nosso hotel ficava bem em frente ao ponto. Graças a Deus! Foi só descer e entrar no quarto :) Pensam que acabou??? Claro que não! Deixamos tudo e saímos de novo, rumo ao Butchart Gardens, cujo slogan é: Florescendo há 100 anos! Muito lindo o lugar… esperamos até quase 22:00 para o show de fogos e foi bem legal. É outra perspectiva… eles criam personagens com os fogos, usam umas armações para criar figuras, mas não deixam de fazer explosões “a la” reveillon de Copacabana. Os preferidos do Julio foram esses, quando o céu ficou dourado. Eu preferi as abelhas. Com uma armação, fogos formam a colméia. E, dela, saem rojões que soltam um barulhinhos “zzzzzz” e vão girando pro céu… até que fica um enxame de abelhas! Muito divertido! Mortos (quantas vidas nós temos???), pegamos outro ônibus e desmaiamos no hotel. Aliás, claro, impressionante a organização. Assim que saímos, um ônibus público  de dois andares chegou, vazio, para buscar as pessoas que lá estavam!

O grande dia foi ontem, quando fomos ver as Orcas. Muito, muito legal. Primeiro fiquei meio desconfiada porque achei que estava demorando demais para chegar no local de observação. Fiquei fazendo as contas do tempo que levava o passeio e quanto tempo ficaríamos realmente vendo as baleias… Daí, chegamos no lugar de observação, dava pra ver vários outros barcos por lá também, mas baleia que é bom, nada. Daqui a pouco a guia anuncia para sermos pacientes, pois as baleias estavam vindo na nossa direção. Depois descobrimos que, por lei, eles não podem se aproximar das baleias. Eles devem desligar os motores e esperar que elas se aproximem, se quiserem, claro. Minutos depois começamos a ver um grupo vindo e, a partir daí, foi só diversão. Três grupos inteiros passaram por nós no final das contas e algumas bem bagunceiras fizeram umas acrobacias… filmei algumas. :) Em certo momento, viam-se baleias por todos os lados… a guia disse que isso é muito incomum, que o normal é um grupo pequeno se aproximar do barco, não aquela festa toda. Segundo o Julio, elas sabiam que eu estava lá e foram me ver :) Deve ter sido isso!

Voltamos para a terra e andamos o que aguentamos para conhecer essa cidadezinha que parece de filme. Fiquei meio mal humorada de tanto cansaço, mas daí comi um delicioso cookie e as coisas melhoraram. Fomos fazer a visita guiada no prédio do parlamento da província. Chegamos lá e fomos informados que a próxima seria só as 15:40, só que tínhamos comprado ingressos pro Imax, um super cinema, para as 16:00. Sentamos, desolados, mas na sombra :) Depois, não conformada, fui perguntar de novo e de novo. Na última vez, descobri que tinha uma visita as 15:00, mas em francês. Só que só tinha mais um lugar, pedi, pedi, convenci que eu podia entender francês e consegui nossos lugares. Não entendemos nada da visita… quer dizer… entendemos muito pouca coisa. O Julio mais do que eu, mas foi legal para ver o prédio por dentro e, mais uma vez, a organização. Por onde passamos, seguranças nos seguem e nos acompanham, mas tudo com muita simpatia e discrição.

Fomos num restaurante que o Julio queria, pois a cidade é famosa por seus frutos do mar. Comemos salmão selvagem, lagosta e cogumelo recheado de caranguejo. Eu gostei mais da minha entrada: pãozinho e sopa de cenoura com gengibre. Humm… por mim, podia ter parado por ali. O Julo, no entanto, adorou a lagosta e curtiu bastantes as outras comidinhas.  Voltamos cedo pro hotel, mais uma vez, arrumamos malas e fomos dormir.

Hoje, graças a duas letrinhas, XA, perdemos uns 40 minutos de sono. Ontem, vimos que o nosso onibus de volta para as barcas passava as 6:20 e 6:45. Como ficamos com medo de não chegar a tempo para comprar entrada pra barca das 8:00, optamos pelo mais cedo, sem percebermos as duas benditas. Hoje de manhã, estavamos, felizes e pimpões, esperando pelo ônibus. Ele passa e avisa que é “(e)Xpress to the Airport”. Hein??? RRRRRRRRRR… ele não ia pras barcas! Senta e espera até 6:45. Ele passou e fomos sem problemas. Só fiquei meio estressada com a falta de educação das pessoas… o ônibus lotou e alguns jovens não levantaram para os idosos. E eu, que levantei para ceder o lugar para uma senhora indiana, acabei vendo uma jovem indiana se aproveitar de uma situação confusa e surrupiar meu assento, naquela viagem que duraria uma hora. Que seja!

Chegamos às barcas e estávamos felizes porque a que viemos tinha sido muito legal. Tem cafeterias, restaurante, área de trabalho, fliperamas, telefones, cadeiras de massagens e todos os assentos são acolchoados. Uma enorme diferença pras nossas barcas. Só que, infelizmente, viemos numa mais velhinha. Mais confortável que as nossas, mas bem menos reluzente que a primeira. Depois foi terminar a peregrinação até o aeroporto. Ao chegar lá, ainda tivemos que mexer nas malas para não pagar excesso de peso. Nós temos direito a dois volumes cada um pesando 23kg, estávamos com apenas um volume cada um, mas além dos 23kg… arruma de lá, arruma de cá, chegamos, exatamente, aos 23kg exigidos.

Enfim, cá estamos nós no B&B de Toronto. Não gostei muito da acomodação… é, na verdade, um hotel. Tem várias portas pesadas e com molas que ficam fechando em cima da gente, a fechadura do nosso quarto está ruim e cada entrada e saída é um estresse, mas amanhã eles devem resolver isso. De qualquer maneira, a cama é boa, tem frigobar, microondas e internet – paga -, então, tá tudo certo.

Beijo em todos e, assim que der, colocamos fotos novas.

E parabéns pro meu papai!!!! :) Mas isso nós vamos comemorar quando a gente voltar pro Brasil.

4 Comentários

  1. Bia
    Publicado em Julho 25, 2006 às 1:16 pm | Permalink

    Camila,
    não vai se esquecer do meu aniversário, hein????????????????????????????????????????????????????????? Vou ficar pentelhando até sábado, dia 29/07, viu??? Rsrsrsrsrs, estou brincando, relaxa, mas te espero pra comemorarmos aqui, tá? Ah, e amanhã (26/07) é aniversário da Flávia, só pra te avisar. Muitos beijos com muita saudade,
    Bia

  2. Publicado em Julho 25, 2006 às 3:28 pm | Permalink

    *ufa*

    se eu cansei de ler, magino vc :P

    estou adorando ler tudo isso, como já te falei antes… é bom ter o seu guia para planejar possíveis viagens futuras ao Canadá ;) heheheheheh

    só um comentário: “Segundo o Julio, elas sabiam que eu estava lá e foram me ver”

  3. Publicado em Julho 25, 2006 às 3:30 pm | Permalink

    *ufa*

    se eu cansei de ler, magino vc

    estou adorando ler tudo isso, como já te falei antes… é bom ter o seu guia para planejar possíveis viagens futuras ao Canadá heheheheheh

    só um comentário: “Segundo o Julio, elas sabiam que eu estava lá e foram me ver”
    ahã – MUITO mais provável é a guia falar isso sempre pros turistas felizes e desavisados acharem que tiveram uma visita mais especial :P

  4. adriane
    Publicado em Julho 26, 2006 às 9:57 am | Permalink

    Olá K e Julio! Adorei novamente todos os comentários! Camila vc está ficando realmente expert em crônicas do dia a dia! Legal o passeio das baleias! Acho q deve ter sido lindo, mesmo com os contratempos o passeio pelo Stanley Park e a Floresta! Achei incrível os fogos que viram colméia e abelhas, deve ter sido lindo! Saudades. K espero que já esteja tudo bem com os olhos. Bjs ;)


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