Gay friendly

Ontem, depois que tomamos café com bagels comprados na loja original, onde os colonizadores franceses já compravam os seus (a receita deve ser original também… não tem sal nenhum!), quando fomos deixar o B&B tinha um recado na porta: “11:05 – Gone for 15 minutes”. Deixamos um bilhete e resolvemos sair, mas não conseguimos, de jeto nenhum, fechar a porta (Nós e as fechaduras!). Esperamos meia hora e nada. Acabamos deixando aberto mesmo e saímos.

Depois de deixar nossas coisas na outra acomodação, fomos ao jardim botânico. Tem uma parte bem grande com plantas “úteis”. Então tinha vários temperos, plantas usadas para tingir coisas, outras usadas para fazer tecidos, medicinais e até vários tipos de tabaco. Tinha marshmallow, amendoim, linho, … Continuamos o passeio e ainda vimos umas árvores de nozes. Muito legal!

No jardim chinês, tinha uma coleção completa de arroz. De todos os tipos e origens e umas plantaçõezinhas pra gente ver como é.

Seguimos para o “Insectarium”, onde vimos diversos tipos de insetos diferentes, de baratas a lindas borboletas. Alguns besouros são tão brilhantes que parecem jóias. Várias tarântulas diferentes, bicho pau e por aí vai.

Depois fomos ao Biodome, uma espécie de zoológico feita numa parte do complexo construído para as olimpíadas. Uma do lado da outra, conseguiram criar atmosferas totalmente diferentes. Da nossa floresta tropical ao ártico. Na “amazônia” tinha até exemplares de mico leão dourado e arara azul. Lá no gelo, com direito a neve, tinha pinguins e outros bichinhos. O mais legal é que podemos ver por cima e por baixo d’água, como num aquário.

Terminamos o dia na torre do complexo olímpico, com uma boa vista da cidade. Depois tentamos ir ao cinema, mas todos os filmes são em francês, originais ou dublados, tudo para manter a língua deles. Claro, desistimos.
Mas ainda não falei do título. Por onde se passa em Montreal vê-se o arco-íris, símbolo da “causa” gay. E adivinhem que está acontecendo esses dias por aqui? A primeira olimpíada gay de Quebec. Pois é, todos os participantes são gays. A nossa dúvida é como eles fazem para comprovar isso e poder participar dos jogos…

É isso. Agora, deixaremos Quebec rumo a Kingston, já em Ontário.

Montreal? J’adore!

Ontem, deixamos a capital, que adoramos, e viemos para Montreal. A viagem foi bem rápida, mas fomos parar no lugar errado. Seguimos o caminho indicado pelo GPS, mas estranhei que o lugar para onde estávamos indo era residencial demais e eu sabia que tinha escolhido um B&B bem perto de downtown. Chegamos na rua indicada pelo GPS, mas não encontramos onde seria a casa… e eu achando tudo muito estranho. Julio dizendo que o bairro era bem bonito e que deveria ter um ônibus para o centro. Daí, resolvo procurar no mapa de novo e vejo que Montreal tem 3 ruas Prince Arthur. Estávamos na errada, claro! Achei a certa e voltamos para a estrada… estávamos “só” a 30 km de distância!!!

Chegamos aqui e verificamos que nosso novo quarto não tinha porta! Isso mesmo… é só subir uma escada que chega no nosso quarto, mas sem porta nenhuma… tudo aberto. Fazer o quê, né? Saímos para dar uma voltar e comer alguma coisa. Acabamos comendo num restaurante de comida do sudeste asiático. Comi arroz frito e o Julio, frutos do mar ao molho de castanha de caju.

Achamos Montreal uma cidade bem charmosa, mas o que chateia é a quantidade de gente pedindo dinheiro e tem até carinhas lavando vidros de carros no sinal! E eles fazem isso porque querem! Estão todos vestidos decentemente, vários têm piercings e sabemos que o governo de Quebec dá um monte de facilidades para desempregados.

Bom, voltamos cedo e desmaiamos as 20:30!

Hoje, fomos conhecer a velha Montreal. Fomos na Catedral de Notre Dame. Lindíssima. O altar tem um azul por trás das imagens que é lindo… e atrás do altar fica uma capela, toda em madeira, onde são celebrados os casamentos. Logo em frente à igreja, na praça de armas, várias charretes, algumas, cor de rosa!

Seguimos fazendo o tour a pé sugerido pela Frommer’s até o museu de arqueologia. Trata-se de um museu construído em cima de descobertas arqueológicas, bem no ponto onde a “Ville Marie” (primeiro nome de Montreal) foi fundada. Pra variar, vários prédios já foram construídos e destruídos. O museu, em si, é relativamente novo também, datando do final dos anos 90. Tem uma apresentação multimídia bem legal, com projeções em meio às ruínas. O museu é bem grande, mas eu achei meio sem graça. Julio, pelo visto gostou mais, leu tudo e deve saber tudo de Montreal e sua fundação!

Esqueci de um detalhe. Assim que chegamos, tentamos comer no restaurante do museu. Primeiro, obedecendo ao aviso da porta, esperamos que alguém viesse nos indicar o lugar para sentar. Como ninguém aparecia, resolvemos entrar e, daí, um garçom se coloca na nossa frente e pergunta: “Vocês vão querer o quê? A cozinha fechou, mas podem sentar aqui dentro se quiserem beber alguma coisa. Lá fora não pode, a cozinha fechou, senta aqui dentro se quiser beber alguma coisa”. Simpático, não??? Também achamos!

Seguimos para o IMAX 3D, sobre o fundo do mar. Muito legal! Seriamente, não percam tempo com o IMAX normal, mas o 3D vale bastante a pena. Nesse, o mais engraçado foi ver um camarão com as extremidades azuladas se defendendo de um polvo. E um peixe que consegue comer um ouriço! A única coisa que não foi boa por lá foi um menino que sentou do lado do Julio. O dito cujo, que era bem novinho, fedia muito! Aliás, muitas pessoas por aqui fedem bastante… deve ser a origem francesa. Não é à toa que não gostei de Paris.

Depois, decidimos ir ao Cassino. Perguntamos a duas guardas de trânsito como fazer para chegar lá, mas nenhuma sabia. Acabamos pegando um táxi. Se alguém vier por aqui, saiba que basta pegar o metrô até a ilha que tem a Biosphere e, de lá, pegar o ônibus 167 para o Cassino. O Cassino é bem grande, mas não nos deu muita sorte. Vimos, no entando, dois jackpot. Num deles, o cara ganhou mais de 1600 dólares. Ai, ai… dava para comprar quantos pares de sapatos???

Agora, estamos de volta e precisamos resolver o que fazer amanhã, já que iremos pra nossa outra acomodação aqui em Montreal!

Bon nuit!

PS: Mãe, minha vó já marcou o médico e meu olho já está melhor…

Amaldiçoados!

Hoje acabamos nos atrasando no café da manhã (outro omelete daqueles…) e tivemos que sair correndo para assistir a troca de guarda no parlamento – pai, por isso que eu não liguei pra dar notícias de manhã, sorry. Chegamos lá juntos com os guardinhas. Julio adorou ver, eu já sabia que não ia achar muita graça. O estranho é que todos os guardas chegam da rua, juntos e fazem uma apresentação, não chega a ter, de fato, uma troca de guardas. Anyway, na banda, tinha seis músicos que tocavam gaita de fole, entre eles, uma mulher!

Depois, fizemos o tour por dentro do prédio principal. Uns 50 minutos de tour, depois de uns 30 minutos de fila para passar pela segurança – parece que a neura dos vizinhos ao sul está chegando por aqui. O prédio é bem bonito e foi todo reconstruído, depois que um incêndio destruiu o original em 1906, tendo ganhado uma torre mais alta. A única parte original, que ficou intocada pelo fogo, foi a biblioteca, ligada ao prédio principal por um corredor e com uma porta de ferro. Muito bem pensado, não? Aliás, é a parte mais bonita…

Depois seguimos para o By Ward Market, onde vimos todos os tipos de berries imagináveis, uma peixaria com direito a um imenso aquário repleto de lagostas vivas! Seguimos até o Royal Canadian Mint, que é onde, atualmente, se produzem moedas especiais. São tão especiais que valem mais do que o valor de face e, portanto, não entram em circulação, são apenas vendidas para colecionadores. Tivemos a oportunidade de levantar uma barra de ouro, que pesa um absurdo e vale 300.000 dólares. Tem umas moedas coloridas, outras com hologramas, muito legal.

Passamos numa catedral, onde, de lá dos “bastidores” saiu uma senhora gordinha esbaforida, correu para não sei onde e voltou me perguntando se eu tinha visto alguém sair de lá de dentro. Eu disse que não e ela disse que tinham roubado a bolsa dela! Hein??? De lá de dentro??? É mais provável que ela tenha esquecido em algum lugar, se bobear, em casa!

Seguimos para um shopping e, logo depois de darmos um mísero estalinho, vem uma dessas malucas – não tão incomuns por aqui -, puxando um carrinho (elas sempre têm um), gritando, esbravejando algumas coisas sobre Deus e o inferno. Quando vimos, era com a gente. Ela parou no meio da rua, a nossa frente, e começou a dizer que devíamos ir para o inferno, nos almadiçoou porque “sexo só para os casados”. Como não podíamos deixar aquilo tudo por um mísero estalinho, tascamos um beijo decente e a mulher quase foi à loucura. Quer dizer, ela já era totalmente louca!

No caminho de volta, estranhei um barulho muito alto, como se fossem vários e vários passarinhos. Olhei em volta, falei com o Julio e vimos o que era. Devia ser a Convenção Nacional dos Pardais. Isso mesmo… umas 4 ou cinco árvores juntas, era o local da conferência. Vocês não têm noção da quantidade de passarinhos e não parava de chegar mais, grupos e grupos chegavam, cada um ia pro seu galho e se juntava à reunião. Eram grupos enormes, um atrás do outro. E nenhum passarinho ousava deixar aquelas árvores. Nunca vi nada igual.

Demos um pulo aqui e resolvemos ir comer num japonês, só que já era 21:00 e, claro, os restaurantes estavam fechados!! Como assim??? Também não sabemos!

Recadinhos:

Bia, parabéns pelo seu dia! Desculpa ter te dado de presente um mês sem minha ajuda por aí… mas eu compenso quando chegar, ok??

Pai, especifique melhor o cd… Achei dois. Um é o que você já tem, o outro que achei foi “Got You on My Mind”, veja se é isso:

http://www.bestbuy.ca/catalog/proddetail.asp?sku_id=0926INGFSM2099821&logon=&langid=EN

Não é trabalho nenhum comprar, até porque estamos deixando esse tipo de compra – Cd, DVD e livros – pro último dia. Se você puder procurar nesse site da BestBuy, é melhor, já que é lá que devemos ir. De qualquer maneira, tente descobrir o título do CD que você quer.

Beijo, beijo.

“Ôrauá”

É assim que se pronuncia corretamente o nome da capital do Canadá, onde estamos agora.

Viemos de Toronto por uma estrada secundária e no nosso caminho tinha uma pedra. Daí, pra não machucar nossos pezinhos tivemos que comprar 5 pares de sapatos. Hein??? Pois é. No caminho, tinha uma Timberland Outlet. Fomos lá pro Julio comprar uma mala, mas eles não estão vendendo malas no momento. Não teve jeito, tive que comprar dois tenisinhos e uma bota para caminhada. Os três, juntos, custaram 115 dólares canadenes, plus taxes. Uma pechincha! Julio comprou dois tênis e um casaco. Agora, sim, precisamos comprar uma mala!  Ah, sim, eu já tinha mencionado, antes, os outros 3 pares de sapatos que compramos? Não???

Além da pedra, no meio do caminho, tinha um coiote que quase nos atropelou, mas escapou ileso para o outro lado da estrada com um pulo espetacular.

Chegamos aqui e o nosso host, muito simpático, nos recebeu. O quarto é grande e confortável. Como se vê, temos internet :)

Descarregamos e saímos rumo aos Parliament Buildings para assistir ao show de luzes. Antes, deu pra ver um pouquinho do centro da cidade e, até agora, adoramos. Pena que o inverno por aqui seja na casa dos -25 C. O prédio é lindo, daqueles antigos e chegamos bem na hora que o sol estava se pondo. Tiramos fotos e assistimos ao show. São luzes e imagens projetadas no prédio principal contando fatos do Canadá. Ao final, toca o hino e as pessoas foram levantando para ouvi-lo e cantá-lo junto. Bem legal esse espírito deles.

Voltamos pra cá e agora vamos desmaiar… foi, mais uma vez, um longo dia, antes de outro ainda mais longo.

Winnipeg??

A verdade é:o Julio gostou de Toronto!

Hoje, realmente, a parte que visitamos foi bem legal. Fomos de metrô até a Union Station e vimos que lá, no Dominion Centre, tem alguma vida subterrânea também.

Logo nas primeiras andanças, Julio ficou apaixonado por um ônibus anfíbio. O nome já diz: ele anda na terra ou na água. Julio parecia uma criança, mas o tour que o “Hippo” – como ele é chamado – fazia passava por lugares que já vimos e pouca coisa era na água… além disso, cobravam absurdos 40 dólares, por pessoa, para uma hora e meia de passeio. Acabamos desistindo.

Seguimos pro SkyDome e fizemos um tour. É bem legal lá dentro, gigantesco. Como é um estádio preparado para praticamente qualquer tipo de evento (menos Hockey – por enquanto), as gramas utilizadas são artificiais e tem uma grama pra futebol americano e outra pra baseball. Além do tamanho, outras coisas impressionam. Por exemplo, o hotel em anexo, que tem o restaurante e quartos dando para dentro do estádio. Legal, né? Mas em dias de show de música, não tem essa moleza, todas as janelas são cobertas com cortinas – vai entender! Perguntei quanto em energia é gasto para abrir ou fechar o teto e a resposta foi 10 dólares. Só isso mesmo… o caro mesmo é reclimatizar o lugar. Além disso, parte dos assentos muda de lugar dependendo da configuração necessária e por aí vai. É um estádio Bombril, com mil e uma utilidades. Inclusive, um comercial estava sendo gravado por lá hoje. A estrela era um elefante :)

Saímos de lá e passeamos na orla do Lake Ontário. Vimos um pessoal fazendo objetos de vidro. Muito legal, mas um calor infernal! Depois de mais uma voltinhas, fomos para as Torontos Islands. Mais uma vez, um parque com praias. É enorme porque são várias ilhas interligadas. Bem legal… e tem um esporte típico: uma espécie de golfe com frisbie. É moda por aqui!

Voltamos para downtown, passamos no shopping da Union Station e no Eaton Centre e seguimos para, finalmente, o “The Blue Man Group”. O espetáculo não é como eu imaginava, mas é bem divertido… acho que não vou contar muito porque não quero acabar com a surpresa de futuros espectadores. De qualquer maneira, deixo um comentário: I-UUUUU!

Meu comentário geral é: Toronto é uma cidade gigantesca e, sim, de primeiro mundo, organizada e controlada, mas muito “pesada” pra mim. Fiquei bastante chateada com o metrô… o serviço funciona muito bem, mas as pessoas deixam lixo e jornais pelos vagões, como se tudo fosse uma grande lixeira (coisas que não acontecem em Vancouver…). Existe uma campanha contra isso, vários cartazes espalhados e várias lixeiras de reciclagem dentro das estações. Sem querer comparar, mas já o fazendo, de novo, em Vancouver, ao contrário, nas estações tem um lugar para jornais reciclados. A pessoa que já leu o jornal deixa ele ali, arrumadinho, para alguém lê-lo depois. Outra pessoa vem, pega o jornal, lê durante sua viagem, e devolve para o lugar de jornais reciclados, quando chega ao seu destino.

Já o Julio… Adorou a cidade, os prédios modernos e gigantescos (Aliás, nem falei, mas um desses prédios é banhado a ouro! De verdade, as janelas receberam uma fina camada de ouro…) contrastando com construções antigas. Gostou, claro, das lojas de eletrônicos que nos atropelam pelas esquinas.

Será que a solução vai ser fazer a média e ir parar em Winnipeg?? Espero que não!

Amanhã, rumo a Ottawa.

Barba, cabelo e bigode!

Além de postar e colocar fotos no Flickr, colocamos dois vídeos no You Tube.

O primeiro é o dos ursos Grizzly:

http://www.youtube.com/watch?v=dchxSipSWlg 

O segundo é o das Orcas, em Victoria. Desculpem a tremedeira, mas era muita emoção!

http://www.youtube.com/watch?v=8iQa7CZYbgA 

Beijo!

Toronto, a grande!

Começamos o dia indo a Casa Loma. Não gostamos! Em resumo, é a casa, chamada de castelo, de um casal que foi rico e faliu. Não gostamos! Vários motivos. Primeiro, o castelo do Museu Imperial de Petrópolis, sendo ou não um castelo de verdade, já é bem mais interessante. Fora isso, quem conhece os castelos da Europa não vai achar a menor graça dessa mansão que quis ser um castelo. O casal nem conseguiu terminar toda a casa e faliu, tendo tudo aquilo sido leiloado. Depois, a casa ficou meio abandonada e foi deteriorada. Daí, veio a atual administração e restaurou, mas pouca coisa é original. Tem as fotos de como era e, em alguns cômodos, pouco se respeitou do original. Atualmente, a casa é utilizada para eventos, festas e etc. Com isso, a biblioteca perdeu sua mobília e a sala de jantar perdeu a mesa, que tinha lugar para 100 pessoas! Triste! A arquitetura interna também não é lá essas coisas… tem um órgão gigantesco, que não é original, é bem legal, mas não vale a visita. A prefeitura de Toronto abriu guerra contra a administração e, pelo que vimos, nós também.

Seguimos para o Bata Shoe Museum, que é um museu dedicado aos sapatos. Carrie Bradshaw, de Sexy and the City, adoraria. É bastante interessante, mas vá com tempo para ler tudo. Pena que estávamos tão cansados que nem tiramos fotos, mas tem umas histórias e uns modelos impressionantes…

Fomos para o Kensington Market, ao lado da atual Chinatown. É uma espécie de Rua da Alfândega com José Paulino. Várias roupas e bugingangas, mas também tem umas padarias legais. Uma loja foi bem interessante: vendem acessórios militares. Milhares de roupas camufladas e vários modelos de armas de ar.

Almoçamos no restaurante recomendado pelo Frommers. O Julio comeu camarão com camarão e eu pedi um prato de arroz com ovo mexido e camarão. Só que, claro, nada é tão simples assim. Ovo e camarões vieram semi-fritos… IUUU!!!

Andamos até o prédio da Prefeitura, com uma arquitetura bem diferente, e fomos até o Eaton Centre, que tem fama de super hiper mega shopping. O slogan deles é: tudo que é vendido no mundo pode ser encontrado aqui. Infelizmente, foi uma decepção para nós. É um shopping grande, mas as lojas são as mesmas de sempre e nem é tãão grande assim… e também não é verdade que ele interligue a cidade inteira! Ele tem acesso para uma estação de metrô e fica embaixo de um prédio, só, nada de “viver embaixo da terra”.

Depois, fomos apressados para assistir ao The Blue Man Group que o Julio tinha visto que era hoje. Chegamos ao teatro e estava tudo fechado. Adivinhem??? O Julio viu errado, o show é amanhã. Hoje, tínhamos reservado o restaurante da CN Tower. Diante da decepção, o dito cujo paralisou e resolveu voltar pro hotel… Fazer o que, né? Pelo menos pudemos colocar algumas fotos no Flickr e estou aqui escrevendo… Ah, sim, no caminho de volta, passamos em Yorkville, área chique de compras. Além de uma Ferrari passando na rua, vimos a loja das Rolls-Royce, vendendo uma escultura que parece uma geladeirinha antiga por míseros 12.800 dólares! Imaginem os preços dos carros!

Minha impressão geral da cidade. É uma cidade gigantesca, com tudo que isso implica. Tem de tudo por aqui, mas não dá vontade de ficar. Trânsito agressivo, buzinas, lixo pela rua, pixação, calçadas quebradas… tudo isso que tem no Brasil, mas não tem em Vancouver :) Quem gosta de Sampa, se apaixonaria por Toronto. Ah, sim, pode até ter essa aparência de caos, mas, ainda assim, é uma cidade organizada.

Fico por aqui, hasta manana!

Enfim, a internet!

Olá, amigos da rede Globo!

Rs…

A última vez que escrevi foi quando estávamos chegando, derretidos, em Kelowna. Já fizemos tanta coisa desde então! O cansaço aumenta e tem horas que nossa vontade é só ficar na cama, dormindo… mas daí a gente dá dois minutos pra vontade passar e levanta pra ver o mundo. Nos últimos dias começamos a acompanhar as notícias nacionais (canadenses) e internacionais. Não estamos gostando nada-nada dessa coisa toda lá no Líbano. Aliás, é o principal assunto por aqui nos noticiários. Os canadenses estão desapontados porque acham que o governo está demorando demais para trazer de volta seus cidadãos.

Política de lado, nosso silêncio tem outros motivos além do cansaço. Primeiro, ficamos mesmo sem internet e daí teríamos que ir num Cyber Café. Perderíamos tempo e, ainda, não vimos nenhum em Victoria. Além disso, a pessoa que vos escreve teve problemas oftalmológicos… nada que esteja fora de controle, mas olhar para a tela do computador estava sendo penoso. Agora, parece que melhorou, mas ainda não vou abusar. (Aliás, pai ou mãe, se vocês puderem marcar o Dr. João Valdetaro na segunda-feira, 07 de agosto, seria ótimo :) ).

Voltando a Kelowna. Fiquei um tanto aborrecida na acomodação porque agendei um quarto e nos deram um outro, sem nenhuma explicação e sem ajustar o preço. Os hosts eram simpáticos, mas esse tipo de coisa não se faz. Sobre a cidade, é, realmente, cidade de praia, só que de lago.

Na estrada, lembro que uns carros de polícia passaram por nós. Já fiquei logo com medo de agum acidente, de novo. E, realmente, era, mas do outro lado… ufa!  Passamos no aeroporto de Vancouver, deixamos nossas malas num “locker”, passamos no nosso B&B e seguimos, de carro mesmo, para o Stanley Park, pois ainda não tínhamos visto o waterfront. Chegando lá, estava tudo cheio de gente e isso já eram 20:00… todo mundo tostando ao sol. E eles têm uma piscina pública. Paga-se uma diária e pode-se passar o dia lá. Deu vontade de entrar!!! Não gostei muito da praia, pois é daqueles tipos com algas, mas é bem limpa. Bem, andamos pela orla, passamos pelo waterfront, até chegar do outro lado do parque. Daí, depois de andar 5km, o que qualquer um pensa? Vamos fazer o caminho de volta mais curto… e isso seria “cortar” por dentro do parque, certo? Certíssimo… desde que você não se perca na floresta! Vovó já dizia para fazer o caminho mais longo… O Stanley Park é uma verdadeira floresta, com trilhas e tal. E as placas que indicam as trilhas, descobrimos da pior maneira, não são lá confiáveis. Enfim, vários quilômetros depois, vimos novamente o mar e a luz do sol, já bem baixo. No caminho, no entanto, vimos um bicho parecido com um guaxinim e, acreditem, uma coruja!!!! Nunca tinha visto uma coruja selvagem e fui ver ali, no meio de uma floresta, ao lado do centro urbano de Vancouver! Tiramos fotos dela enquanto um senhor passou por nós. Mais a frente, ele perguntou a nós sobre as fotos e disse que aquela mesma coruja o tinha atacado no dia anterior, mas ele não se machucou porque ela era uma das pequenas (deve ser do tamanho do meu braço!). Ui… ainda bem que ela se comportou com a gente!
No dia seguinte, foi uma peregrinação. Acordamos e saímos com nossas malas de mão (que não é pouca coisa) para devolver o carro. Andamos todos carregados até o o ponto onde passava o ônibus pro aeroporto. No aeroporto, pegamos um ônibus para as barcas e elas nos levaram até Victoria. Entramos no outro ônibus e, várias horas depois do início de nossa empreitada, tivemos a sorte de verificar que nosso hotel ficava bem em frente ao ponto. Graças a Deus! Foi só descer e entrar no quarto :) Pensam que acabou??? Claro que não! Deixamos tudo e saímos de novo, rumo ao Butchart Gardens, cujo slogan é: Florescendo há 100 anos! Muito lindo o lugar… esperamos até quase 22:00 para o show de fogos e foi bem legal. É outra perspectiva… eles criam personagens com os fogos, usam umas armações para criar figuras, mas não deixam de fazer explosões “a la” reveillon de Copacabana. Os preferidos do Julio foram esses, quando o céu ficou dourado. Eu preferi as abelhas. Com uma armação, fogos formam a colméia. E, dela, saem rojões que soltam um barulhinhos “zzzzzz” e vão girando pro céu… até que fica um enxame de abelhas! Muito divertido! Mortos (quantas vidas nós temos???), pegamos outro ônibus e desmaiamos no hotel. Aliás, claro, impressionante a organização. Assim que saímos, um ônibus público  de dois andares chegou, vazio, para buscar as pessoas que lá estavam!

O grande dia foi ontem, quando fomos ver as Orcas. Muito, muito legal. Primeiro fiquei meio desconfiada porque achei que estava demorando demais para chegar no local de observação. Fiquei fazendo as contas do tempo que levava o passeio e quanto tempo ficaríamos realmente vendo as baleias… Daí, chegamos no lugar de observação, dava pra ver vários outros barcos por lá também, mas baleia que é bom, nada. Daqui a pouco a guia anuncia para sermos pacientes, pois as baleias estavam vindo na nossa direção. Depois descobrimos que, por lei, eles não podem se aproximar das baleias. Eles devem desligar os motores e esperar que elas se aproximem, se quiserem, claro. Minutos depois começamos a ver um grupo vindo e, a partir daí, foi só diversão. Três grupos inteiros passaram por nós no final das contas e algumas bem bagunceiras fizeram umas acrobacias… filmei algumas. :) Em certo momento, viam-se baleias por todos os lados… a guia disse que isso é muito incomum, que o normal é um grupo pequeno se aproximar do barco, não aquela festa toda. Segundo o Julio, elas sabiam que eu estava lá e foram me ver :) Deve ter sido isso!

Voltamos para a terra e andamos o que aguentamos para conhecer essa cidadezinha que parece de filme. Fiquei meio mal humorada de tanto cansaço, mas daí comi um delicioso cookie e as coisas melhoraram. Fomos fazer a visita guiada no prédio do parlamento da província. Chegamos lá e fomos informados que a próxima seria só as 15:40, só que tínhamos comprado ingressos pro Imax, um super cinema, para as 16:00. Sentamos, desolados, mas na sombra :) Depois, não conformada, fui perguntar de novo e de novo. Na última vez, descobri que tinha uma visita as 15:00, mas em francês. Só que só tinha mais um lugar, pedi, pedi, convenci que eu podia entender francês e consegui nossos lugares. Não entendemos nada da visita… quer dizer… entendemos muito pouca coisa. O Julio mais do que eu, mas foi legal para ver o prédio por dentro e, mais uma vez, a organização. Por onde passamos, seguranças nos seguem e nos acompanham, mas tudo com muita simpatia e discrição.

Fomos num restaurante que o Julio queria, pois a cidade é famosa por seus frutos do mar. Comemos salmão selvagem, lagosta e cogumelo recheado de caranguejo. Eu gostei mais da minha entrada: pãozinho e sopa de cenoura com gengibre. Humm… por mim, podia ter parado por ali. O Julo, no entanto, adorou a lagosta e curtiu bastantes as outras comidinhas.  Voltamos cedo pro hotel, mais uma vez, arrumamos malas e fomos dormir.

Hoje, graças a duas letrinhas, XA, perdemos uns 40 minutos de sono. Ontem, vimos que o nosso onibus de volta para as barcas passava as 6:20 e 6:45. Como ficamos com medo de não chegar a tempo para comprar entrada pra barca das 8:00, optamos pelo mais cedo, sem percebermos as duas benditas. Hoje de manhã, estavamos, felizes e pimpões, esperando pelo ônibus. Ele passa e avisa que é “(e)Xpress to the Airport”. Hein??? RRRRRRRRRR… ele não ia pras barcas! Senta e espera até 6:45. Ele passou e fomos sem problemas. Só fiquei meio estressada com a falta de educação das pessoas… o ônibus lotou e alguns jovens não levantaram para os idosos. E eu, que levantei para ceder o lugar para uma senhora indiana, acabei vendo uma jovem indiana se aproveitar de uma situação confusa e surrupiar meu assento, naquela viagem que duraria uma hora. Que seja!

Chegamos às barcas e estávamos felizes porque a que viemos tinha sido muito legal. Tem cafeterias, restaurante, área de trabalho, fliperamas, telefones, cadeiras de massagens e todos os assentos são acolchoados. Uma enorme diferença pras nossas barcas. Só que, infelizmente, viemos numa mais velhinha. Mais confortável que as nossas, mas bem menos reluzente que a primeira. Depois foi terminar a peregrinação até o aeroporto. Ao chegar lá, ainda tivemos que mexer nas malas para não pagar excesso de peso. Nós temos direito a dois volumes cada um pesando 23kg, estávamos com apenas um volume cada um, mas além dos 23kg… arruma de lá, arruma de cá, chegamos, exatamente, aos 23kg exigidos.

Enfim, cá estamos nós no B&B de Toronto. Não gostei muito da acomodação… é, na verdade, um hotel. Tem várias portas pesadas e com molas que ficam fechando em cima da gente, a fechadura do nosso quarto está ruim e cada entrada e saída é um estresse, mas amanhã eles devem resolver isso. De qualquer maneira, a cama é boa, tem frigobar, microondas e internet – paga -, então, tá tudo certo.

Beijo em todos e, assim que der, colocamos fotos novas.

E parabéns pro meu papai!!!! :) Mas isso nós vamos comemorar quando a gente voltar pro Brasil.

Caminho de volta

Olá!

Estamos, agora, na estrada, rumo a Kelowna. Mas, antes, falemos de ontem.

Saímos de Calgary as 11:00, que foi a hora determinada para a nossa saída. Não gostamos muito disso. Quando chegamos na cozinha para o café da manhã, às 10:00, já que o café era até 10:30, tinha um bilhete de nossos hosts para “everyone” (todos) dizendo que adoraram nossa estada com eles e que esperavam a nossa saída nesse horário. Fazer o que, né? Saímos!

A caminho de Revelstoke, passamos na cidade de Lake Louise. Na verdade, passamos na gondola (uma espécie de teleférico) e no lago. Ficamos muito desapontados com a primeira. Custou quase 25 dólares para cada um e, ao chegar lá em cima, nada demais. A vista para as montanhas é legal, mas é possível ter vistas tão bonitas sem pagar nada, ao longo das estradas. A vista do lago, que era o que eu esperava, é desapontadora, já que é muito distante. Eles dizem que lá é a casa dos ursos Grizzly, mas, pra variar, não vimos nenhum e uma das moças que trabalha lá disse que nunca viu! Enfim, toda a estrutura é para esquis e, realmente, deve ser legal ver aquilo tudo coberto por neve e todos os teleféricos funcionando. Mas, no verão, achamos um desperdício de tempo e dinheiro.

Depois fomos pro outro lado da estrada, ver o famoso Lake Louise. É um lago bonito, mas o Fairmont, um hotel gigante construído às margens dele, estraga um pouco a visão. Ainda sobre o hotel, o grupo de brasileiros que encontramos estavam hospedados lá e disseram que parece um aeroporto de tão movimentado e que eles nem conseguiram fazer reserva para comer no restaurante do hotel! E isso porque a diária custa uns 300 dólares. Mas, sobre o lago, não deu pra saber se a água não é tão azul ou se era o dia nublado que não ajudava. Enfim, ambos concordamos que o Morraine Lake é beeem mais bonito.

Partimos para nosso destino final e estávamos muito felizes que chegaríamos as 18:00, bem a tempo de explorar um pouco a cidade e conseguir, finalmente, dormir cedo. Tudo estava muito bem, faltavam apenas 10 quilômetros para chegar a cidade. Eis que vem um carro branco, normal, mas com uma sirene, ou seja, era um carro de polícia, fazendo sinal para que reduzíssimos a velocidade. Feito, paramos, já atrás de uma longa fila. Ninguém diz nada, mas o carro passa de novo com uma placa escrito “Accident Scene”. Uma hora depois e ainda estávamos parados no mesmo lugar. Daí andamos exato um quilômetro e… parou de novo! Mais uma hora e, daí, lentamente, andamos e passamos pelo acidente. Um trailler esfacelado com o carro que o puxava, esse bem mais inteiro. Não entendemos porque tanto estardalhaço para aquele acidente, mas, enfim…

Chegamos no Minto Manor B&B. Uma mansão eduardiana, construída em 1905. Linda casa. Lindo o nosso quarto. Lindo o banheiro com aquelas banheiras antigas. E linda nossa vista para as montanhas e um lago. Fomos comer num restaurante delicioso, indicado pelos nossos hosts e voltamos para uma boa noite de sono.

Hoje de manhã tivemos um ótimo café da manhã, vimos um pouco da cidade. Pequena, mas muito organizada, limpa, lindinha… Depois, partimos para Kelowna. Passamos em Vernon, que é caminho, paramos nuns shoppings, e cá estamos, chegando em Kelowna, num calor de derreter!

Vídeos

Coloquei mais dois vídeos… Etou com problemas para colocar o dos ursos, mas tento de novo depois.

http://www.youtube.com/watch?v=QrHx6plp5BY 

http://www.youtube.com/watch?v=v1Wql4WEzI4